#adoteumcv

Histórias Quero ser adotada(o)

Samuel reis

https://linkedin.com/in/samuelproduçaomecanica

Operador de produção \operador de maquinas /operador de montagem \auxiliar de produção/auxiliar de mecânico

Ponta Grossa, Paraná

Estudante que vendia roupas para ajudar família ficou sem renda na pandemia e sonha em voltar a trabalhar

“O meu maior sonho é, primeiro, me recolocar profissionalmente. Segundo, quero continuar estudando e fazer Engenharia Mecânica”, diz Samuel Mello Reis

A última vez que Samuel Mello Reis, de 35 anos, trabalhou formalmente foi no ano de 2016. Estava na empresa Klabin, em Ortigueira/PR, onde chegou como estagiário do Curso de Celulose e Papel após uma dura seleção entre 1,5 mil pessoas. Integrava o Projeto Puma, e, aos 30 anos, estava feliz por ter deixado o pequeno município de Piraí do Sul, no Estado do Paraná, para se dedicar a algo que gostava. Chegou como bolsista em 2014. Em 2015 se tornou estagiário. E em 2016 já era operador de área. Mas também foi nesse ano que precisou abandonar o serviço. “Morava com dois amigos. Dividia apartamento. Quando meus amigos saíram não consegui me bancar sozinho. Como a demanda era grande e muitas pessoas estavam lá [na cidade] para o Projeto Puma,não consegui arrumar um lugar. Então precisei voltar para Piraí do Sul”, relembra.

Piraí do Sul é uma cidade paranaense de pouco mais de 25 mil habitantes e que fica a cerca de 200 quilômetros de distância da capital Curitiba. Foi ali que desde cedo Reis aprendeu a valorizar o trabalho e o estudo. Aluno de escola pública, aos 16 anos já trabalhava na construção civil durante o dia e estudava à noite. Mas como tudo o que acompanha a vida do pobre, teve mais desafios. E a pandemia escancarou um deles: o desemprego. E desde 2016 Reis não conseguiu mais trabalhar registrado.

“Atuei revendendo roupas por comissão, com pintura,construção civil, mas atuei mais com vendas. E nesse tempo tenho realizado alguns cursos e tentei me recolocar no mercado, estive me preparando”, conta Reis, escolhendo bem as palavras, sobre os anos seguintes a 2016.

Neste ano, pouco antes do Brasil tomar as medidas mais rígidas para o combate à pandemia, Reis passou em alguns processos seletivos para ingressar em empresas, mas todos foram cancelados ou postergados para datas não previstas. Como estava trabalhando com roupas, também precisou parar. Questão de saúde e segurança para evitar o contágio e transmissão do coronavírus.

O problema, desabafa, é que ele não é sozinho. Na casa onde mora está a mãe, que sobrevive com a pensão de viuvez e venda de roupas, o irmão, de 39 anos e recém separado, e a irmã, de 38 anos e que trabalha em uma padaria. “Eu preciso ajudar a complementar a renda”, diz, sobre o cuidado com a família.

Além disso, Reis tem sonhos. Este ano ingressou no curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no campus de Ponta Grossa/PR, com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mas ainda sonha com mais. “Eu sou uma pessoa pró-ativa, determinada, intensa. Gosto bastante de estudar e praticar esportes. O meu maior sonho é, primeiro, me recolocar profissionalmente. Segundo, quero continuar estudando e fazer Engenharia Mecânica”, reverbera.

Reis tem experiência com montagem industrial, papel e celulose e busca vagas por todo o Paraná e Brasil. “Tenho disponibilidade total”, reforça ele.


Compartilhe a história desse profissional e o ajude a ter mais visibilidade